Santa Missa na Igreja da Obediência a Deus Pai

sexta-feira, 5 de abril de 2013

05 de Abril de 2013

Cuba está pronta para o casamento gay, diz filha de Raúl Castro

Recentemente eleita para o Parlamento de Cuba, a sexóloga Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro, afirmou que seu país está pronto para receber uma legislação que legalize o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Eu acredito que Cuba sim, está pronta, ainda que muitas pessoas não acreditem”, disse a comunista ao Terra durante visita a Porto Alegre nesta quinta-feira.

Mariela, 50 anos, visitou um hospital na manhã de hoje para conhecer o trabalho desenvolvido na área da diversidade sexual e tratamento do HIV e, ao meio-dia, almoçou com o governador gaúcho, Tarso Genro (PT), no Palácio Piratini. Reconhecida mundialmente por seu trabalho no Centro Nacional Cubano de Educação Sexual, a sexóloga disse que usará seu mandato como deputada para ampliar o alcance do trabalho que já desenvolve.

“Como deputada vou fazer o mesmo que tenho feito até agora. Seguir fazendo lobby e advogando para que nossos deputados e deputadas se conscientizem da necessidade de que nosso país avance também nesse tipo de legislação, independentemente de que a população LGBT já goze dos mesmos direitos que toda a população”, afirma. No entanto, ela reconhece que em “aspectos específicos”, como no que diz respeito ao reconhecimento legal dos casais do mesmo sexo, Cuba ainda está patinando.

“Enquanto a lei não é apresentada no Parlamento, nós não perdemos tempo e desde 2007 estamos trabalhando em uma estratégia educativa e de comunicação social para ir sensibilizando a população cubana da necessidade de estabelecer ações concretas que demonstrem nosso respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero”, diz.

O Partido Comunista (PC) de Cuba e seus principais líderes, como seu tio Fidel Castro e o revolucionário Che Guevara, têm um histórico de homofobia e discriminação de gênero, como a própria Mariela reconhece. Em entrevistas anteriores, ela lembrou que, no passado, o PC expulsava os militantes gays e chegou a criar Unidades Militares de Ajuda à Produção (Umaps), que recrutavam homossexuais à força para serem “verdadeiros homens”.

No entanto, Mariela destaca que, nos últimos anos, isso está mudando. “Uma coisa que me dá muito orgulho é que finalmente o PC, em sua conferência de janeiro de 2012, aprovou um objetivo dirigido a lutar contra todas as formas de discriminação, incluindo a orientação sexual e a identidade de gênero, coisa que nunca antes havia entendido e pela primeira na política comunista está sendo proposta”, afirma Mariela. “Isso leva a ações concretas e, de alguma maneira, apoia o que estamos fazendo.”

Questionada se pretende, de fato, apresentar um projeto no Parlamento cubano para estabelecer o casamento igualitário, Mariela responde que tem essa intenção há muito tempo. "Faz tempo que temos esse plano, mas há muita resistência e seguimos trabalhando para conseguir que finalmente se apresente e se aprove”, diz.
A sexóloga, que é diretora do Centro Nacional Cubano de Educação Sexual, assumiu como deputada no dia 24 de fevereiro, quando seu pai, Raúl, foi reeleito na presidência de Cuba Foto: Governo do Estado do RS / Divulgação
A sexóloga, que é diretora do Centro Nacional Cubano de Educação Sexual, assumiu como deputada no dia 24 de fevereiro, quando seu pai, Raúl, foi reeleito na presidência de Cuba
Foto: Governo do Estado do RS / Divulgação

Conselhos de Raúl
Mariela contou à reportagem que seu pai, o presidente Raúl Castro, recomendou que antes de apresentar uma legislação nesse sentido, trabalhe para garantir o apoio necessário para aprová-la. “Há pessoas com mais experiência que dizem ‘imagina que você apresente um projeto que não tenha um apoio suficiente. É melhor que siga trabalhando nessa estratégia educativa para conseguir mais pessoas que o aceitem e depois apresentar a legislação’. Foi meu pai que me deu essa recomendação. E eu o agradeço, porque me dei conta que ele tem razão”, diz.

Terra

 
     
     

05 de Abril de 2013

SP: capitão que ordenou "abordar negros e pardos" deixa comando da PM

 
     
O capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci deixou o comando da Polícia Militar de Campinas (SP). Desde o início do ano, ele é investigado por ter assinado em dezembro uma ordem de serviço do comando do batalhão que determinava abordagens "especialmente em indivíduos de cor parda e negra". Depois de ser afastado das ruas, Beneducci assumiu interinamente a coordenação operacional da 2ª Companhia do 8º Batalhão.

A assessoria da PM informou que o capitão deixou o comando da 2ª Companhia em razão de movimentações internas habituais na instituição. Segundo o comunicado, trata-se de uma acomodação natural de funções, típica de qualquer repartição administrativa, sem qualquer vínculo com o processo investigativo pelo qual passa Beneducci. O caso ainda se encontra em análise pela Corregedoria da Polícia Militar.

No documento divulgado pelo jornal Diário de S.Paulo, o capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, após a ocorrência de diversos assaltos no bairro Taquaral - um dos mais nobres de Campinas -, orienta a tropa a agir com rigor, caso se depare com jovens de 18 a 25 anos, que estejam em grupos de três a cinco pessoas e tenham a cor parda ou negra. Essas seriam as características de um suposto grupo que comete assaltos a residências no bairro. O Comando da PM, no entanto, negou teor racista na determinação.


Terra
Chuva deixa São Paulo em estado de atenção para alagamentos
A cidade de São Paulo ficou em estado de atenção para alagamentos das 6h40 até as 9h35 desta sexta-feira, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). De acordo com as análises meteorológicas, uma grande área de instabilidade permanece sobre a cidade, provocando chuvas fortes e moderadas durante todo o dia.

Às 10h30, eram registrados seis pontos de alagamento na capital, sendo dois intransitáveis. Os motoristas devem evitar a avenida do Ibirapuera, no sentido bairro, na altura do Complexo Viário João Jorge Saad por causa de um alagamento intransitável. Outro ponto intransitável estava na rua da Cantareira, na Sé, região central da capital.

Segundo o CGE, a sexta-feira terá tempo instável e chuvoso ao longo do dia. Por conta do tempo fechado as temperaturas não sobem muito e a máxima não supera os 24ºC. As precipitações se intensificam entre a madrugada e manhã, diminuindo a partir do fim da tarde. Existe risco de escorregamentos e transbordamento de rios e córregos da Grande São Paulo.

As previsões mais recentes apontam para a melhoria das condições do tempo no final de semana. O risco de chuva forte diminui e o sol volta a aparecer entre poucas nuvens.

Terra
05 de Abril de 2013

Temporal destelha casas e deixa 12 feridos em reserva indígena no RS

Entre os feridos está uma menina que sofreu fraturas nas duas pernas. Defesa Civil contabiliza 200 desabrigados na reserva

 
     
O temporal que atingiu o Rio Grande do Sul na quinta-feira deixou ao menos 12 feridos e 200 desabrigados em uma reserva indígena no município de Redentora, no noroeste do Estado. Segundo a Defesa Civil, 15 casas foram completamente destruídas pelo forte vento provocado pela tempestade na tarde de ontem, e outras 45 residências foram danificadas.

De acordo com o sargento Lauro Brito Lopes, coordenador regional de Defesa Civil de Santo Ângelo, entre os feridos está uma menina indígena que sofreu fraturas nas duas pernas. Ela está internada no hospital de Frederico Westphalen, em estado regular. Os desabrigados foram levados a um ginásio da prefeitura de Redentora
05 de Abril de 2013

Polícia israelense em alerta por confrontos na Cisjordânia

 
     
A polícia israelense mobilizou importantes reforços em Jerusalém Oriental nesta sexta-feira, após a explosão nos últimos dias de violentas manifestações na Cisjordânia.
"A segurança foi reforçada dentro e ao redor da Cidade Velha, e reforços policiais foram mobilizados para prevenir qualquer incidente", declarou à AFP o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld.
O porta-voz da polícia confirmou que o acesso à esplanada das Mesquitas está reservado aos homens com mais de 50 anos e possuidores de um documento de identidade expedido por Israel. Nenhum incidente mais grave foi registrado após a oração semanal.
A esplanada, que os muçulmanos chamam de "Nobre Santuário" (Haram el-Cherif) e os judeus de "Monte do Templo", em referência ao antigo Templo de Jerusalém destruído pelos romanos no ano 70, é um local sagrado tanto para o islã quanto para o judaísmo, mas também é uma fonte de tensões entre as duas comunidades.
Em Hebrón (sul da Cisjordânia), palco de violentos confrontos após a morte de um prisioneiro palestino em Israel, a polícia dispersou com bombas de gás lacrimogêneo jovens que lançavam pedras após as orações de sexta-feira, observou um jornalista da AFP.
Outros confrontos ocorreram no campo de refugiados de al-Arub, entre Hebrón e Belém, e no povoado palestino de Kafr Qadum (norte).